Chegando com grande expectativa depois da questionável adaptação dos anos 90, Street Fighter de 2026 traz uma mistura de drama, comédia e bastante ação.

A franquia criada em 1987 conquistou milhões de fãs desde o seu lançamento nos fliperamas, até os jogos para consoles nos dias atuais. Ela também foi levada à outras mídias, como a versão anime, chamado Street Fighter II Victory (e pode ser assistido no Prime Video, Netflix e Pluto TV) e a versão ocidental, a Street Fighter II: The Animated Series (disponível na Crunchyroll).

Street Fighter é um bom filme?

A direção ficou por conta de Kitao Sakurai (que recentemente trabalho em Treta e Twisted Metal), que tomou o lugar da dupla que inicialmente ficaria com o cargo (Michael e Danny Philippou).

Como já era de se esperar, a história gira principalmente ao redor de Ken (Noah Centineo) e Ryu (Andrew Koji). O destino junta ambos sob a tutela de mestre Gouken (Ma Dong-Seok) onde evolução deles inevitavelmente atrai a atenção de Akuma (Roman Reigns). Por conta do que acontece depois do combate com Akuma, Ryu e Ken se separa e voltam a viver vidas distintas.

Buscando poder, M. Bison (David Dastmalchian) organiza um torneio para reunir “os maiores lutadores do mundo”. A ideia cai no óbvio mas, no geral, é justificável.

Para encorpar a competição, também estão entre os convidados nomes como Don Sauvage (Eric André), Guile (Cody Rhodes), Balrog (50 Cent), Vega (Oliver Peck), E. Honda (Hirooki Goto) e Zangief (Olivier Richters).

Chun-Li (Callina Liang) tem uma boa, e relevante participação no andamento da história, enquanto Cammy (Mel Jarnson), Juli (Rayna Valladingham) e Blanka (Jason Momoa) aparecem em poucos momentos. Dan Hibiki (Andrew Schulz) e Guile acabaram sendo escolhendo apenas como alívio cômico, o que não tenho certeza se foi a melhor opção.

A parte da luta, que é o principal foco do filme, tem seus bons momentos, mas noutros deixa a desejar. Existem conflitos que são resolvidos fora da tela, ao mesmo tempo que alguns são bem divertidos.

Na contramão de algumas críticas que vi, acredito que o problema não foi o “excesso de personagens”, e sim como eles foram trabalhados. Trazer um compilado de lutas, no maior estilo O Grande Dragão Branco (1988) poderia ser uma ótima solução para isso. Não é necessário que todos tenham destaque similar para que a história seja boa.

Ainda que uma ou outra escolha de elenco pudesse ter sido diferente, e esmo com a galhofa e alguns combates que poderiam ter sido melhor trabalhados, o filme diverte – principalmente quem é fã e estava com uma expectativa não muito alta. Outro ponto positivo foi a escolha por colocar trechos da história apenas em animação. Foi uma grata surpresa.

Street Fighter termina com o final em aberto, prometendo trazer mais personagens conhecidos e que ficaram de fora nessa primeira trama. A bilheteria final provavelmente será determinante para que a Paramount decida por fazer uma continuação (e se precisar de dublês para alguma luta, fico à disposição).

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